25 de agosto de 2026 04:01

Petróleo dispara após encontro entre Trump e Xi e tensões no Oriente Médio

O mercado internacional de petróleo registrou forte alta nesta sexta-feira (15), refletindo tanto as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quanto os desdobramentos da crise no Oriente Médio. Após reunião com o presidente chinês Xi Jinping em Pequim, Trump afirmou que Pequim estaria disposta a comprar petróleo norte-americano para compensar os impactos da instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do fluxo global da commodity. Embora o governo chinês ainda não tenha confirmado oficialmente o acordo, a simples expectativa foi suficiente para agitar os mercados.

Por volta das 6h45 (horário de Brasília), o barril do Brent atingiu US$ 109,64, uma alta de 3,71% em relação ao dia anterior, enquanto o WTI avançava mais de 4%, cotado a US$ 105,27. Foi o maior patamar em dez dias, superando os níveis registrados no início de abril.

Apesar do tom conciliador entre Trump e Xi, investidores seguem cautelosos. A crise envolvendo Estados Unidos e Irã continua sem solução, e o bloqueio parcial no Estreito de Ormuz mantém o risco de interrupções no fornecimento global de energia. Autoridades chinesas pediram uma trégua duradoura no Oriente Médio e defenderam a reabertura imediata das rotas marítimas, alertando que o conflito ameaça o crescimento econômico mundial e as cadeias de suprimentos.

Além disso, os confrontos entre Israel e Hezbollah no sul do Líbano reacenderam preocupações sobre uma escalada regional. Israel chegou a ordenar a evacuação de vilarejos e intensificou bombardeios, alegando violações do cessar-fogo. Esse cenário reforça a percepção de que, mesmo com acenos diplomáticos, o risco de instabilidade continua elevado.

Analistas destacam que a alta do petróleo pressiona os índices de inflação em diversos países, incluindo Brasil e Estados Unidos, e pode influenciar decisões futuras sobre juros. A Agência Internacional de Energia já alertou para a rápida deterioração das reservas mundiais, prevendo que o mercado pode permanecer subabastecido até o fim do ano caso não haja avanços nas negociações.

O encontro entre Trump e Xi, embora tenha sinalizado cooperação, deixou lacunas importantes. Questões comerciais e geopolíticas seguem sem solução, e os mercados aguardam novos desdobramentos para avaliar se a aproximação entre as duas maiores economias do mundo será suficiente para estabilizar o setor energético.

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