24 de agosto de 2026 20:01

FGTS poderá ser usado para quitar dívidas no Novo Desenrola a partir de 25 de maio

A partir do próximo dia 25 de maio, trabalhadores terão uma nova alternativa para aliviar o peso das dívidas: o uso de parte do saldo do FGTS dentro do programa Novo Desenrola Brasil. A medida, anunciada pelo governo federal, permitirá que até 20% do saldo ou R$ 1 mil sejam destinados exclusivamente à quitação ou amortização de débitos em atraso, sem possibilidade de saque direto.

O processo será simples: após consultar o saldo disponível, os bancos terão até 30 dias para formalizar os contratos e registrar a operação junto à Caixa Econômica Federal. O dinheiro não passará pelas mãos do trabalhador, sendo transferido diretamente para a instituição credora.

O programa é voltado para pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas de até R$ 15 mil, contraídas até janeiro de 2026 e com atraso entre 90 dias e dois anos. Débitos de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e até o Fies poderão ser renegociados. Além disso, trabalhadores que fizeram saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025 terão direito a valores complementares, liberados já em 26 de maio.

Segundo estimativas oficiais, a medida pode liberar até R$ 8,2 bilhões do FGTS para renegociações, beneficiando milhões de brasileiros. Os descontos médios devem girar em torno de 65%, podendo chegar a 90% em alguns casos. Especialistas avaliam que a iniciativa pode representar um marco na redução do endividamento da população, mas alertam para os riscos: o FGTS é uma reserva importante para situações de desemprego e aposentadoria, e seu uso deve ser feito com cautela.

Outro ponto relevante é que os trabalhadores que aderirem ao programa terão o CPF monitorado e ficarão impedidos de realizar transferências para plataformas de apostas online por até um ano, como forma de evitar o retorno ao endividamento.

Com essa medida, o governo busca não apenas reduzir o número de inadimplentes, mas também estimular a retomada do consumo e da economia, oferecendo uma saída concreta para quem deseja reorganizar suas finanças e recuperar o crédito.

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