O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua ofensiva contra os grandes frigoríficos que dominam o setor de carnes no país. Em meio à escalada dos preços da carne bovina, Trump declarou que prepara uma ordem executiva para permitir que pecuaristas e agricultores processem seus próprios alimentos, reduzindo a dependência das quatro gigantes que concentram cerca de 85% do mercado: Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing. Segundo o presidente, esse domínio tem prejudicado os produtores e contribuído para a alta nos preços ao consumidor.
A medida surge em um cenário de crise no setor. O rebanho norte-americano atingiu o menor nível em 75 anos, o que elevou o preço do gado e pressionou o mercado interno. Em junho, o valor da carne moída chegou a US$ 6,82 por libra, um aumento de 79% em relação a 2019. Além disso, a suspensão das importações de gado mexicano em 2025 agravou a escassez de ofertaPágina atualPágina atual. O fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam em 2025 a maioria das importações de gado mexicano, d….
Paralelamente, Trump oficializou uma cota extra de importação de carne bovina, válida por 90 dias a partir de setembro, permitindo a entrada de até 100 mil toneladas mensais com tarifas reduzidas. A expectativa é de que a medida aumente em 10% a oferta e reduza em até 25% os preços da carne no mercado interno. O Brasil, um dos principais exportadores, pode se beneficiar diretamente, ampliando sua competitividade e volume de embarques para os Estados Unidos.
Autoridades do setor agrícola norte-americano também anunciaram que haverá novos incentivos para pequenos processadores e maior liberdade para pecuaristas comercializarem seus produtos entre estados. As medidas buscam aliviar a pressão sobre os consumidores, que enfrentam preços elevados meses antes das eleições legislativas de novembro.

