20 de setembro de 2026 09:42

Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões e desafia governo Trump

A dívida pública dos Estados Unidos alcançou um novo recorde ao ultrapassar os US$ 40 trilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 206 trilhões. O marco histórico foi atingido nos primeiros 19 meses do segundo mandato do presidente Donald Trump, que havia prometido reduzir gastos e controlar o endividamento. Apesar das medidas de corte de funcionários federais e programas considerados ineficientes, o déficit anual caiu apenas marginalmente, enquanto a dívida total manteve trajetória ascendente.

Entre os principais fatores que impulsionaram o endividamento estão os cortes de impostos aprovados nos dois mandatos de Trump, que adicionaram mais de US$ 13 trilhões à dívida, além de gastos elevados com defesa e programas sociais. A guerra contra o Irã e os custos crescentes com juros sobre os títulos do Tesouro também contribuíram para o agravamento da situação. Especialistas alertam que, sem mudanças significativas, o governo poderá ser pressionado a adotar medidas impopulares, como aumento de impostos ou redução de benefícios sociais, incluindo a Previdência SocialPágina atual+1Página atual. Especialistas em orçamento alertam que, sem mudanças, o governo poderá ser pressionado a tomar medidas politicamente imp…Terra. Dívida dos EUA supera US$40 tri a despeito de promessas de austeridade fiscal de Trump.

O problema, no entanto, não começou com Trump. A trajetória da dívida americana atravessa governos republicanos e democratas, marcada por cortes de impostos, guerras e pacotes de estímulo econômico. O envelhecimento da população também exerce pressão sobre as contas públicas, já que mais cidadãos passam a receber benefícios enquanto a base de contribuintes diminui. Apesar do montante recorde, economistas descartam risco imediato de insolvência, lembrando que os EUA emitem a própria moeda e o dólar mantém o status de principal reserva mundialAgência BrasilAgência Brasil. Guerra, tarifas e menos imposto a ricos geram dívida recorde nos EUA | Agência Brasil.

O desafio agora é equilibrar crescimento econômico e responsabilidade fiscal. Trump aposta que a expansão da economia será suficiente para reduzir o peso da dívida, mas analistas consideram improvável que o país consiga sustentar taxas de crescimento capazes de compensar o ritmo acelerado do endividamento.

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