22 de outubro de 2026 15:21

Trump amplia influência na América do Sul e Brasil pode ser o próximo aliado

A influência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre governos da América do Sul tem crescido nos últimos anos e já reúne oito países alinhados em diferentes áreas da política externa. Caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito no segundo turno das eleições brasileiras, marcado para 25 de outubro, o Brasil poderá se tornar o nono integrante desse grupo. No primeiro turno, o senador terminou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% dos votos contra 45,16% do petista.

Ao longo de 2026, Flávio intensificou sua relação com Trump. Em maio, esteve na Casa Branca e solicitou que os grupos criminosos PCC e Comando Vermelho fossem classificados como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Em junho, Trump publicou uma foto do encontro no Salão Oval e elogiou o senador brasileiro, chamando-o de “jovem inteligente que ama muito o seu país”. Já em setembro, Flávio declarou que, se eleito, o Brasil integraria o Escudo das Américas, coalizão de segurança lançada por Washington para combater cartéis e ampliar a presença militar na região.

A estratégia norte-americana, inspirada na Doutrina Monroe, busca reafirmar a predominância dos Estados Unidos no hemisfério ocidental. Entre os países já alinhados estão Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Equador, Paraguai e Bolívia, além da Venezuela, que passou por uma intervenção militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro. Cada nação mantém diferentes níveis de aproximação, seja por afinidade ideológica, acordos comerciais ou cooperação em segurança.

Analistas apontam que a eleição brasileira é vista como um teste crucial para a estratégia de Trump na América Latina. Uma vitória de Flávio consolidaria a chamada “onda laranja”, movimento de líderes alinhados ao republicano que vem ganhando força na região. Já uma vitória de Lula representaria um desafio imediato para Washington, exigindo uma relação mais pragmática.

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