Durante coletiva de imprensa realizada na cúpula do G7 em Evian-les-Bains, na França, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã teria utilizado uma arma nuclear assim que a construísse, o que, segundo ele, poderia resultar na eliminação de todo o Oriente Médio. A afirmação foi feita em meio à defesa de um acordo de paz assinado recentemente entre Washington e Teerã, que prevê que o governo iraniano não buscará, comprará ou produzirá armamento nuclear.
Trump ressaltou que o pacto representa “o começo de um tratado muito maior” e afirmou que Israel deve se sentir seguro com o compromisso firmado, já que não seria alvo de ataques nucleares. O presidente norte-americano também criticou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, acusando-o de uso desproporcional da força no Líbano e pedindo maior responsabilidade nas operações militares.
Apesar das declarações otimistas de Trump, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) alertou para possíveis descumprimentos por parte do Irã. Relatórios internos indicam que as intenções iranianas podem não estar alinhadas com os compromissos assumidos no acordo. O pacto prevê ainda a destruição do estoque de urânio enriquecido do país, com acompanhamento da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e técnicos norte-americanos.
As negociações ocorrem em um cenário de tensões crescentes entre os dois países, marcado por acusações mútuas e pela lembrança de ataques realizados pelos EUA contra instalações iranianas em 2025. Trump afirmou que sua preferência é resolver a questão por meio da diplomacia, mas reforçou que não permitirá que o Irã, considerado por ele o “maior patrocinador do terrorismo no mundo”, obtenha uma arma nuclear.

