24 de agosto de 2026 20:38

Nova York enfrenta onda de ataques antissemitas com suásticas em sinagogas e centros judaicos

Nos últimos dias, a cidade de Nova York foi palco de uma série de atos de vandalismo contra a comunidade judaica. Grafites com suásticas e mensagens como “heil Hitler” apareceram em muros de centros judaicos, sinagogas e até residências particulares no distrito do Queens, segundo imagens divulgadas nas redes sociais. A polícia confirmou que os símbolos foram feitos com tinta spray em diferentes pontos da cidade e abriu investigação, mas até o momento não há suspeitos detidos.

Julie Menin, presidente do Conselho Municipal, declarou que os grafites serão removidos após a conclusão das investigações e reforçou que Nova York “defenderá sua comunidade judaica e combaterá o ódio”. O prefeito Zohran Mamdani, alvo de críticas por declarações sobre Israel, afirmou que permanecerá ao lado dos judeus nova-iorquinos para enfrentar o avanço do antissemitismoPágina atual. Dados oficiais mostram que os incidentes antissemitas cresceram 182% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, um aumento alarmante que tem gerado insegurança entre os moradores.

Este não é um episódio isolado. Em janeiro, um homem foi preso após colidir repetidamente um carro contra o centro judaico ortodoxo Chabad-Lubavitch, no Brooklyn, em um ato também investigado como crime de ódio. Embora não tenha deixado feridos, o caso levou a polícia a reforçar a vigilância em locais de culto, mobilizando unidades antiterrorismo e de desativação de explosivos.

Nova York abriga a maior comunidade judaica fora de Israel, e líderes locais alertam que o crescimento dos ataques reflete uma tendência global de aumento do antissemitismo. Pesquisas recentes apontam que 82% dos eleitores judeus da cidade manifestam preocupação com a escalada de hostilidade, mesmo entre aqueles que apoiaram Mamdani nas urnas.

Organizações judaicas e de direitos humanos têm pressionado por medidas mais duras contra crimes de ódio, pedindo maior presença policial e campanhas educativas. Especialistas destacam que o combate ao antissemitismo exige não apenas punição aos responsáveis, mas também políticas públicas que promovam tolerância e respeito à diversidade cultural.

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