25 de agosto de 2026 08:51

EUA reforçam bloqueio no Estreito de Ormuz e aumentam tensão com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (12) que Washington mantém controle absoluto sobre o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. Em declaração feita em sua rede social, Trump descreveu o bloqueio naval imposto às embarcações iranianas como um “muro de aço”, destacando que pretende manter essa medida por tempo indeterminado. O anúncio ocorre em meio ao impasse nas negociações de paz entre os dois países, que não avançaram desde o acordo assinado em junho.

O pacto previa a liberação da passagem de navios pelo estreito e o fim do bloqueio americano, mas as condições impostas pelo Irã, como indenizações por danos de guerra e suspensão de sanções, não foram aceitas por Washington. Teerã, por sua vez, insiste que a rota continua fechada e acusa os Estados Unidos de descumprirem compromissos assumidos. Autoridades iranianas afirmaram que não houve progresso nas conversas e que não haverá diálogo direto com o governo norte-americano.

Trump também reforçou sua narrativa de que o regime iraniano está enfraquecido, alegando que o país não possui mais capacidade militar significativa e enfrenta grave crise econômica. Em declarações recentes, o presidente norte-americano chegou a ironizar pedidos de indenização feitos por Teerã, afirmando que os Estados Unidos também exigirão compensações pelas vítimas de ataques atribuídos ao Irã. Além disso, o governo americano anunciou que cobrará uma taxa de 20% sobre cargas que transitarem pelo estreito, medida que foi imediatamente rejeitada pelo regime iraniano.

O Estreito de Ormuz, com cerca de 50 quilômetros de largura, é responsável pela passagem de aproximadamente 20% do petróleo e gás comercializado mundialmente. O controle da região tem impacto direto na economia global e aumenta a tensão no Oriente Médio, já que o Irã ameaça retaliar qualquer tentativa de intervenção americana. O porta-voz do comando militar iraniano declarou que não permitirá interferência externa e que qualquer ação será respondida com resistência.

Com o bloqueio mantido e novas cobranças anunciadas, cresce o risco de escalada militar na região. Enquanto os Estados Unidos reforçam sua presença naval, o Irã exige a retirada das forças estrangeiras e o fim das sanções para retomar as negociações. A disputa pelo controle do estreito segue como um dos pontos mais delicados da política internacional, com repercussões diretas no comércio global de energia.

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