O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou que o número de brasileiros aptos a votar fora do país nas eleições de 2026 chegou a 918.876 pessoas, representando um aumento de 31,8% em comparação com o pleito de 2022. Em quatro anos, mais de 221 mil novos eleitores foram incorporados ao cadastro, ampliando a participação da comunidade brasileira no exterior.
Lisboa, em Portugal, foi a cidade que mais se destacou, passando de 45,3 mil para mais de 78 mil eleitores, um crescimento de 74%. O aumento está diretamente ligado ao fluxo migratório, já que os brasileiros são hoje a maior comunidade estrangeira regular em território português. Nos Estados Unidos, que concentram o maior contingente, o número de eleitores subiu de 182.986 em 2022 para 265.437 em 2026. Boston e Nova York também registraram altas expressivas.
O perfil do eleitorado no exterior mostra que as mulheres continuam sendo maioria, com 57,4% dos registros, embora o crescimento proporcional tenha sido maior entre os homens. A faixa etária de 40 a 44 anos é a mais numerosa, reunindo mais de 124 mil pessoas. Já entre os mais jovens, o grupo de 21 a 24 anos teve o maior avanço percentual, com alta de 66%.
Outro dado relevante é que 61% dos cadastros não informaram raça ou cor, mas entre os que declararam, a maioria se identificou como branca. O número de eleitores que declararam alguma deficiência também cresceu, passando de 3.561 em 2022 para 6.614 em 2026, um aumento de 85%.
Para garantir a estrutura necessária, o TSE destinou R$ 13,2 milhões para a locação de imóveis em diferentes países, ampliando o número de seções eleitorais, especialmente nos Estados Unidos e no Japão. No exterior, os brasileiros votam apenas para presidente da República, seguindo as mesmas regras aplicadas no Brasil quanto à obrigatoriedade do voto.

