24 de agosto de 2026 18:15

Brasileira condenada na Coreia do Sul por perseguição a Jung Kook, do BTS

Uma brasileira de 30 anos foi condenada pela Justiça da Coreia do Sul após uma série de episódios de perseguição e invasão à residência do cantor Jung Kook, integrante do grupo BTS. A decisão, proferida pelo Tribunal Distrital Ocidental de Seul, estabeleceu pena de um ano de prisão, suspensa por dois anos, além da deportação da acusada após a conclusão do processo.

De acordo com as investigações, a jovem visitou a casa do artista em Seul mais de 20 vezes entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Em uma das ocasiões, chegou a tocar a campainha 133 vezes durante a madrugada. Em outra, aproveitou a entrada de um entregador para acessar a propriedade sem autorização. Apesar das advertências da polícia e de medidas emergenciais que a proibiam de se aproximar do local, ela continuou retornando, deixando cartas, fotografias e objetos nas proximidades.

O tribunal considerou como agravante o descumprimento das ordens judiciais e destacou o pedido de punição severa feito pelo próprio cantor. No entanto, os magistrados avaliaram que não houve intenção de causar danos físicos, já que a invasão não alcançou áreas internas da residência. A suspensão da pena foi justificada também pelo risco reduzido de reincidência, uma vez que a acusada deverá ser deportada após o trânsito em julgado.

Familiares da jovem, que é natural da Paraíba e morava em São Paulo, afirmaram que ela enfrenta transtornos mentais e viajou para a Coreia sem avisar. Eles relataram preocupação com o estado de saúde da brasileira e esperam que, com a deportação, ela possa retomar o tratamento no Brasil. O Ministério das Relações Exteriores informou que presta assistência consular, mas não divulgou detalhes sobre o caso.

O episódio repercutiu amplamente na mídia internacional e reacendeu discussões sobre a segurança de artistas diante de comportamentos invasivos de fãs. Jung Kook, que não presenciou diretamente as invasões, reforçou a necessidade de medidas rigorosas para proteger figuras públicas em situações semelhantes.

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