24 de agosto de 2026 20:35

Atirador em jantar com Trump é acusado e pode pegar prisão perpétua nos EUA

O jantar anual de correspondentes da Casa Branca, realizado no último sábado (25) em Washington, terminou em pânico quando disparos interromperam o discurso do presidente Donald Trump. O autor dos tiros, identificado como Cole Tomas Allen, 31 anos, foi rapidamente contido por agentes do Serviço Secreto, mas não antes de provocar momentos de tensão entre jornalistas e autoridades presentes. Trump, a primeira-dama Melania e o vice-presidente JD Vance foram retirados às pressas do salão.

Nesta segunda-feira (27), Allen foi formalmente acusado em tribunal federal por tentativa de assassinato do presidente dos EUA, crime que pode resultar em prisão perpétua. Além disso, enfrenta acusações de transporte interestadual de armas e disparo de arma de fogo durante crime violento. Segundo promotores, o acusado portava uma espingarda, uma pistola e três facas, e teria viajado da Califórnia até Washington com o objetivo de realizar um “assassinato político”.

As investigações revelaram que Allen deixou um manifesto com críticas severas ao governo Trump, classificando-se como “Assassino Federal Amigável”. O documento, enviado à família pouco antes do ataque, indicava que membros do governo eram seus principais alvos, com exceção do diretor do FBI, Kash Patel. A Casa Branca confirmou que este foi o terceiro atentado contra Trump desde o início de seu mandato, aumentando a pressão sobre os órgãos de segurança.

Apesar da gravidade do episódio, Trump declarou não ter se sentido intimidado, afirmando que “vivemos em um mundo louco” e classificando o agressor como “uma pessoa doente”. Um agente do Serviço Secreto foi atingido, mas sobreviveu graças ao colete à prova de balas. O caso reacendeu o debate sobre a eficácia dos protocolos de segurança em eventos oficiais, já que jornalistas relataram falhas nas checagens de entrada.

A próxima audiência está marcada para quinta-feira (30), quando será decidido se Allen permanecerá preso preventivamente. Autoridades americanas avaliam ampliar as acusações e reforçar medidas de proteção ao presidente, em meio a crescentes preocupações com a segurança nacional.

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