20 de setembro de 2026 11:10

Centro-esquerda vence eleições na Suécia e extrema direita sofre primeira queda em 16 anos

As pesquisas de boca de urna indicaram que a coalizão de quatro partidos da esquerda obteve 51,3% dos votos, contra 46,8% do bloco de direita. O Partido Social-Democrata, liderado por Andersson, conquistou cerca de 28,4% dos votos, mantendo-se como a maior legenda do país, mesmo com uma leve queda em relação ao pleito de 2022.

Queda inédita da extrema direita

Os Democratas da Suécia (SD), que vinham crescendo continuamente desde 2010, registraram 17,2% dos votos, uma queda de mais de três pontos percentuais em comparação com 2022. Essa é a primeira vez que o partido perde força eleitoral desde sua entrada no Parlamento. O resultado frustra os planos do líder Jimmie Åkesson, que havia declarado acreditar na vitória e na possibilidade de integrar formalmente o governo.

Disputa acirrada

O atual primeiro-ministro Ulf Kristersson, do Partido Moderado, obteve 18,1% dos votos, ficando em segundo lugar. Sua coalizão de centro-direita, que governava desde 2022 com apoio externo dos Democratas da Suécia, não conseguiu superar a oposição. A diferença entre os blocos foi pequena, mas suficiente para indicar a volta da centro-esquerda ao poder.

O retorno de Magdalena Andersson

Conhecida como “Magda”, Andersson, de 59 anos, já havia ocupado o cargo de primeira-ministra entre 2021 e 2022. Sua campanha foi marcada pela defesa do Estado de bem-estar social e por propostas de apoio às famílias diante do aumento do custo de vida. Caso os resultados se confirmem, ela se tornará novamente a chefe de governo, consolidando o papel histórico dos social-democratas na política sueca.

Participação popular

Cerca de 8 milhões de suecos estavam aptos a votar, em um país de 10,6 milhões de habitantes. A participação eleitoral, tradicionalmente alta, superou os 80%, reforçando o interesse da população em uma disputa considerada decisiva para o futuro político da Suécia.

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