As pesquisas de boca de urna indicaram que a coalizão de quatro partidos da esquerda obteve 51,3% dos votos, contra 46,8% do bloco de direita. O Partido Social-Democrata, liderado por Andersson, conquistou cerca de 28,4% dos votos, mantendo-se como a maior legenda do país, mesmo com uma leve queda em relação ao pleito de 2022.
Os Democratas da Suécia (SD), que vinham crescendo continuamente desde 2010, registraram 17,2% dos votos, uma queda de mais de três pontos percentuais em comparação com 2022. Essa é a primeira vez que o partido perde força eleitoral desde sua entrada no Parlamento. O resultado frustra os planos do líder Jimmie Åkesson, que havia declarado acreditar na vitória e na possibilidade de integrar formalmente o governo.
O atual primeiro-ministro Ulf Kristersson, do Partido Moderado, obteve 18,1% dos votos, ficando em segundo lugar. Sua coalizão de centro-direita, que governava desde 2022 com apoio externo dos Democratas da Suécia, não conseguiu superar a oposição. A diferença entre os blocos foi pequena, mas suficiente para indicar a volta da centro-esquerda ao poder.
Conhecida como “Magda”, Andersson, de 59 anos, já havia ocupado o cargo de primeira-ministra entre 2021 e 2022. Sua campanha foi marcada pela defesa do Estado de bem-estar social e por propostas de apoio às famílias diante do aumento do custo de vida. Caso os resultados se confirmem, ela se tornará novamente a chefe de governo, consolidando o papel histórico dos social-democratas na política sueca.
Cerca de 8 milhões de suecos estavam aptos a votar, em um país de 10,6 milhões de habitantes. A participação eleitoral, tradicionalmente alta, superou os 80%, reforçando o interesse da população em uma disputa considerada decisiva para o futuro político da Suécia.

