24 de agosto de 2026 22:03

Adesivos eleitorais em carros podem comprometer seguro e elevar riscos

Com a proximidade das eleições de 2026, entidades do setor de seguros reforçam um alerta importante para os motoristas que pretendem adesivar seus veículos com propaganda eleitoral. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), adesivos de grandes proporções podem impactar diretamente a cobertura contratual, já que o uso do automóvel em atividades de campanha é considerado diferente daquele informado no momento da contratação da apólice.

A utilização do carro para transporte de material de campanha, deslocamento de equipes ou participação em eventos políticos aumenta a exposição a acidentes e atos de vandalismo. Esse tipo de ocorrência, segundo as seguradoras, geralmente não está coberto pelos contratos convencionais. Além disso, danos aos próprios adesivos, plotagens ou envelopamentos também não são incluídos na proteção padrão.

Para evitar problemas, especialistas recomendam que os motoristas comuniquem previamente a seguradora sobre qualquer alteração no uso do veículo durante o período eleitoral. Em alguns casos, pode ser necessário solicitar um endosso, procedimento que atualiza a apólice e formaliza a nova condição de utilização. Essa atualização, no entanto, pode resultar em aumento no valor do seguro.

A FenSeg esclarece que adesivos de pequeno porte, sem alteração significativa na utilização do automóvel, não comprometem a cobertura. Já os de maior dimensão exigem atenção redobrada e consulta ao corretor de seguros. Além disso, a legislação eleitoral estabelece que os adesivos não podem ultrapassar meio metro quadrado e não devem cobrir total ou parcialmente os vidros do veículo.

Diante desse cenário, motoristas que desejam participar da campanha eleitoral com seus veículos precisam avaliar os riscos e buscar orientação junto às seguradoras para garantir que não fiquem desprotegidos em caso de sinistro.

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