24 de agosto de 2026 18:48

Reforma milionária no Lincoln Memorial apresenta falhas dias após inauguração

A reforma do espelho d’água do Lincoln Memorial, em Washington D.C., realizada para marcar os 250 anos da Independência dos Estados Unidos, enfrenta problemas apenas dias após sua conclusão. A tinta azul aplicada no fundo da piscina começou a se soltar e se misturar à água, que ainda apresenta tonalidade esverdeada devido à presença de algas. O trabalho, contratado por US$ 14,7 milhões sem processo licitatório, foi ordenado pelo presidente Donald Trump com a intenção de eliminar o aspecto esverdeado causado pela proliferação de algas e dar ao monumento um visual renovado.

A obra, concluída em 6 de junho, foi apresentada como parte de um plano mais amplo de remodelação da capital norte-americana, que inclui intervenções na Casa Branca e no Cemitério Nacional de Arlington. No entanto, menos de duas semanas depois, visitantes já relatavam a deterioração da pintura. Para conter o avanço das algas, trabalhadores despejaram peróxido de hidrogênio na água, mas o resultado não foi suficiente para evitar críticas.

O Serviço Nacional de Parques, responsável pelo National Mall, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente, e a empresa contratada para executar a obra também permanece em silêncio. Entre os visitantes, a insatisfação é evidente. Alguns afirmam que os recursos poderiam ter sido melhor aplicados e que o espelho d’água já possuía beleza própria antes da intervenção.

O episódio soma-se às críticas que Trump vem recebendo por acelerar processos de planejamento e alterar a estética de monumentos históricos da capital. Enquanto apoiadores defendem sua visão de modernização, opositores apontam falhas na execução e questionam o uso de recursos públicos em projetos que não têm apresentado resultados duradouros.

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