O etanol voltou a ocupar posição de destaque no Brasil em 2026, impulsionado por uma safra recorde e pela ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou de 30% para 32%. Esse cenário tem garantido preços mais competitivos nas bombas e uma economia significativa para os motoristas que abastecem veículos flex. De acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o aumento de quase 30% na capacidade de produção desde 2020 resultou em maior disponibilidade do combustível e em valores mais atrativos para o consumidor.
Em estados como São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, o preço do etanol hidratado permanece abaixo do índice de paridade considerado vantajoso, entre 70% e 73% do valor da gasolina. Na prática, isso significa que um motorista pode economizar cerca de R$ 80 por abastecimento de um tanque de 60 litros, o que representa mais de R$ 300 ao final do mês.
Além da vantagem econômica, o etanol fortalece a segurança energética nacional ao reduzir a dependência da gasolina importada. A substituição parcial do combustível fóssil por etanol produzido internamente contribui para diminuir custos e ampliar o uso de energia renovável. Especialistas destacam que o Brasil se encontra em posição estratégica, já que enquanto outros países buscam alternativas para enfrentar a alta dos combustíveis fósseis, o país dispõe de uma solução doméstica que gera emprego, renda e reduz emissões de gases de efeito estufa.
O avanço da produção também inclui o etanol de milho, que vem ganhando espaço e deve acrescentar bilhões de litros à oferta nacional. Com preços em queda nas usinas e maior competitividade nas bombas, o biocombustível se consolida como alternativa eficiente e sustentável para os consumidores brasileiros.

