24 de agosto de 2026 17:47

Brasil se aproxima da liderança mundial nas exportações agrícolas em 2026

O Brasil está prestes a consolidar sua posição como maior exportador agrícola do mundo, segundo dados recentes de organismos internacionais e análises de mercado. A reportagem do jornal britânico Financial Times destacou que os Estados Unidos podem perder esse posto para o Brasil, após décadas de liderança, em razão das tensões comerciais com a China e da queda nos preços das commodities.

Em 2025, os EUA exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas, apenas US$ 2 bilhões acima do Brasil. A diferença, que em 2021 era de US$ 56 bilhões, vem diminuindo rapidamente. No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras cresceram 6%, alcançando US$ 87 bilhões, com destaque para soja, carnes bovina e de frango, além de algodão, produto em que o Brasil já superou os norte-americanos.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projeta que o país exportará 113,6 milhões de toneladas de soja em 2026, um recorde histórico. A produção da safra 2025/26 deve atingir 177,85 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como maior produtor e exportador mundial do grão.

O peso do agronegócio na economia nacional é expressivo: o setor representa 27% do PIB brasileiro e mais de 50% das exportações totais. Em 2026, a expectativa é de que o país alcance entre US$ 175 e US$ 185 bilhões em exportações agrícolas, o maior valor da história. Soja, carnes, café, açúcar e milho estão entre os principais produtos que sustentam esse desempenho.

Além dos números, o Brasil tem ampliado mercados. A política de abertura comercial desde 2023 permitiu que carnes e outros produtos chegassem a dezenas de novos países. No primeiro trimestre de 2026, o agronegócio brasileiro registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, com superávit de US$ 33 bilhões, resultado que reforça a importância do setor para o equilíbrio da balança comercial.

Especialistas ressaltam que o avanço brasileiro não se deve apenas às dificuldades dos EUA, mas também a décadas de investimentos em tecnologia agrícola, expansão de áreas cultiváveis e adaptação genética de culturas ao clima nacional. Apesar dos desafios, como juros altos e custos de fertilizantes, o Brasil segue consolidando sua posição como potência agrícola global.

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