O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a safra agrícola brasileira de 2026 deve alcançar 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, um crescimento de 0,4% em relação ao ano anterior. Apesar do avanço, o número representa uma redução de 3 milhões de toneladas frente à estimativa de maio, reflexo de ajustes nas previsões para o milho de segunda safra e para o trigo.
A área total a ser colhida foi estimada em 83,2 milhões de hectares, um aumento de 1,9% em comparação com 2025. Entre os principais produtos, a soja segue como protagonista, com expectativa de produção recorde de 174,8 milhões de toneladas, alta de 5,3% em relação ao ano passado. O milho, por sua vez, deve somar 136,5 milhões de toneladas, sendo 29,7 milhões da primeira safra e 106,8 milhões da segunda, que sofreu queda de 7,9% frente ao ano anterior. O arroz deve atingir 11,2 milhões de toneladas, enquanto o trigo foi projetado em 6,6 milhões.
Além das culturas tradicionais, o IBGE também destacou avanços em produtos como o café, cuja produção deve chegar a 4 milhões de toneladas, crescimento de 14,7% em relação a 2025, e o cacau, com previsão de 321 mil toneladas, alta de 8,9%. Já o sorgo deve alcançar 5,6 milhões de toneladas, representando um aumento de 2,9%.
No recorte regional, o Centro-Oeste lidera a produção nacional, com 172,4 milhões de toneladas, seguido pelo Sul, com 92,4 milhões, e pelo Paraná, que se consolidou como segundo maior produtor do país. O cenário também é marcado por políticas de incentivo à sustentabilidade, com redução de taxas de juros para projetos voltados à agricultura de baixo carbono e energia renovável, válidas para a safra 2026/2027.

