27 de outubro de 2026 10:15

Alimentos pressionam inflação de outubro com disparada de tomate, cebola e batata

A prévia da inflação oficial do país registrou alta de 0,32% em outubro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora o índice tenha desacelerado em relação a setembro, quando havia avançado 0,70%, os preços dos alimentos continuaram exercendo forte pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras. O grupo Alimentação e Bebidas apresentou elevação de 0,88%, sendo o principal responsável pelo avanço do indicador.

Entre os produtos que mais subiram de preço no período estão tomate, cebola, batata-inglesa e arroz. O tomate registrou uma das maiores variações, refletindo impactos sobre a oferta do produto e contribuindo significativamente para o aumento dos gastos domésticos com alimentação. Também apresentaram altas expressivas itens como limão, pepino, brócolis, morango e couve-flor, reforçando a pressão sobre o custo da cesta de alimentos consumidos pelas famílias.

A alimentação consumida dentro de casa teve aumento de 1,01% no período analisado, ritmo superior ao observado no mês anterior. O resultado evidencia que os reajustes em produtos básicos continuaram afetando diretamente os consumidores, especialmente aqueles que destinam parcela maior da renda à compra de alimentos.

Por outro lado, alguns produtos registraram redução de preços e ajudaram a amenizar parte das pressões inflacionárias. Cenoura, manga, melancia, repolho, maracujá e diversas variedades de banana ficaram mais baratas. O café moído também apresentou queda, movimento que contribuiu para limitar um avanço ainda maior do grupo de alimentação.

Os custos com alimentação fora do lar também avançaram em outubro. Refeições e lanches vendidos em restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos similares registraram reajustes superiores aos observados no mês anterior, acompanhando a elevação dos custos do setor alimentício.

Apesar da pressão dos alimentos, o índice geral foi parcialmente contido pela queda nos gastos com habitação. A redução da tarifa de energia elétrica residencial, influenciada pela mudança para a bandeira tarifária verde, contribuiu para frear os impactos da inflação sobre o consumidor. As passagens aéreas também apresentaram recuo expressivo, ajudando a reduzir a pressão sobre o índice geral de preços.

No acumulado de 2026, a prévia da inflação soma alta de 4,15%, enquanto o avanço acumulado em 12 meses chegou a 4,62%. O resultado reforça o peso que os alimentos ainda exercem sobre a composição da inflação brasileira, mesmo em um cenário de desaceleração do indicador geral.

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